quinta-feira, maio 06, 2010

São Lourenço do Sul


São Lourenço do Sul é um município com uma inigualável diversidade geográfica. De um lado a Lagoa dos Patos, que integra o maior complexo lagunar da América Latina, com suas águas doces e calmas possui exuberantes praias de areias brancas que encantam os visitantes e oportunizam a prática de esportes náuticos. Em toda a extensão das Praias das Nereidas, Ondinas e Barrinha encontramos centenárias figueiras que garantem sombra, paz e sossego nesse verdadeiro paraíso natural.
Nas margens da Lagoa dos Patos transcorreram importantes acontecimentos da Revolução Farroupilha e embarcações de diversos portes. A presença do porto na beira do Arroio São Lourenço permitiu a chegada dos pomeranos que desembarcaram onde hoje se localiza a zona urbana e desbravavam a colônia do município, com sua serra e suas quedas d'água que tornam o município com características serranas.
Parte dessa colônia está localizada junto à Serra dos Tapes, fazendo divisas com o município de Canguçu e consolidando o potencial regional da oferta turística da Costa Doce.

Sete de Abril será reformado


Prefeitura anuncia restauração do prédio do Theatro Sete de Abril

      A Prefeitura decidiu antecipar medidas já previstas no 
Plano Plurianual (PPA) 2010/2013 para o segundo semestre 
e anunciou hoje (15), por intermédio do secretário municipal 
de Cultura, Mogar Xavier, a interdição do prédio do Theatro 
Sete de Abril até o final das obras de restauração. 
    “Por precaução e segurança, a partir do recebimento, neste 
fim de semana, de laudo técnico encomendado pela 
administração municipal, indicando a necessidade de intervenção 
na parte estrutural do prédio, estão suspensas as atividades 
 programadas para o Theatro Sete de Abril”, salienta Xavier. 
     A programação cultural e artística prevista para o Theatro 
 será desenvolvida em palco móvel, por meio de parceria com 
instituições e escolas, no centro e nos bairros, explica o secretário. 
“As atividades então definidas para o Sete de Abril continuarão 
normalmente, pois estamos confirmando convênios com 
educandários e outras entidades que possam receber os 
espetáculos e outras atividades já programadas”, destaca.
A última reforma do prédio do Sete de Abril foi realizada entre 
2000 e 2001, com recursos provenientes da Lei de Incentivo à 
Cultura (LIC), quando foram realizadas recuperação do telhado,
 reboco e camarins, entre outras obras. O projeto de restauração
 interna do prédio, elaborado em 2004 e, na época, aprovado pelo 
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), 
integrava as ações do Programa Monumenta em Pelotas, embora 
 não contemplasse a recuperação estrutural do telhado e da rede 
elétrica. Em função de discussões judiciais entre os licitantes da 
obra, as ações não foram realizadas. 
   “Agora, há a expectativa de o Theatro Sete de Abril ser um 
 dos prédios contemplados, de imediato, no PAC das Cidades 
Históricas, com a captação de recursos suficientes à sua total 
restauração, se somando à recuperação do Mercado Público, 
Grande Hotel, Casarão nº 6, e a caixa d´água da Praça Piratinino
 de Almeida, cujas obras estão em curso”, antecipa o secretário 
 de Cultura.


HISTÓRIA


O Sete de Abril foi o primeiro teatro construído no Rio Grande 
do Sul e é um dos mais antigos em funcionamento no Brasil. O 
começo da construção data do ano de 1831 e a conclusão da obra 
ocorreu em 1834. Desde então o Theatro passou por diversas 
reformas. 
Em 1972, em função de sua história e importância no contexto 
arquitetônico e cultural do País, o prédio foi tombado pelo Iphan 
e municipalizado em 1979.


Semana da Dupla Gre-Nal





Após a final do campeonato gaúcho no último domingo foi a vez de Grêmio e Inter mostrarem serviço na Copa do Brasil
e Libertadores da América, respectivamente.


Depois de uma vitória no Maracanã sobre o Fluminense por 3x2 no primeiro jogo das Quartas de Final da competição nacional, o Grêmio precisava apenas de um empate ou até perder por um gol de diferença para passar para a próxima fase.
Apesar da situação confortável, o time do técnico Silas entrou em campo com uma formação bastante ofensiva e conseguiu dominar o time carioca. Hugo e Jonas fizeram os gols do Grêmio.
A próxima missão do time gaúcho é parar o embalado time do Santos, do técnico Dorival Jr. O primeiro jogo das Semifinais será no estádio Olímpico Monumental, o Grêmio precisar ganhar para não precisar correr atrás no jogo de volta, na Vila Belmiro.
O Grêmio não terá desfalques e deverá poupar alguns jogadores contra o Atlético Goainiense na estréia do Campeonato Brasileiro, já o Santos joga sem Neymar, o maior destaque da equipe na temporada.


O Inter tinha uma tarefa muito mais difícil que a do rival, depois de perder fora de casa para o time do Banfield, atual campeão da Argentina, por 3x1 deveria ganhar por pelo menos dois gols de diferença para avançar na competição.
O técnico Jorge Fossati, que poderia ser demitido em caso de derrota ou de desclassificação, foi com tudo para cima do time argentino, e escalou o jovem Walter para começar de titular.
O Inter dominou o jogo e conseguiu um gol já no primeiro tempo, com o atacante Alecsandro. O gol da classificação veio no começo do segundo tempo, após um cruzamento preciço do zagueiro Fabiano Eller, Walter faz o gol do Inter e garante a classificação para a próxima fase.
O adversário das Quartas de Final será outro time argentino, o Estudiantes de La Plata, que é forte candidado ao títuo da competição. O jogo será já na próxima semana.
No campeonato brasileiro o Inter fará sua estreia contra o Cruzeiro, o jogo será neste domingo no Beira-Rio.
                                                   Praça Vinte de Setembro, nº121 CEEE

Foto mostrando fios soltos e emaranhados uns aos outros em frente a CEEE de Pelotas.
O motivo desta foto é mostrar a tamanha irresponsabilidade da empresa CEEE com os pedestres e motoristas que passam por esta rua, tais pessoas correm risco de tomar um forte choque e morrer.
Se nem na frente da CEEE este tipo de problema é resolvido, imaginem os outros bairros e ruas.

SERRA X DILMA

Por Augusto Nunes,
Da Veja Online


Raríssimas vezes o eleitorado brasileiro aguardou com tamanha ansiedade a temporada dos debates eleitorais entre os candidatos à presidência da República. Enquanto não começam os duelos transmitidos pela televisão, a coluna vai publicar amostras suficientemente reveladoras para imaginar-se o que vem por aí. O primeiro round revela o que pensam sobre três temas o ex-governador José Serra e a ex-ministra Dilma Rousseff. As respostas foram transcritas sem retoques nem correções de entrevistas e declarações publicadas pela imprensa.


POR QUE SER CANDIDATO À PRESIDÊNCIA
José Serra: Evidentemente, ser ou não presidente não é uma escolha sua, não depende apenas de uma decisão. Mas, desde a primeira adolescência, sempre tive vontade de me envolver na vida pública. Uma coisa que aprendi ao longo das minhas experiências foi descentralizar: formar boas equipes, permitir que os diferentes integrantes tenham liberdade para trabalhar na formação das suas próprias subequipes e também evitar antagonismos. Eu me preparei a vida inteira para ser presidente.


Dilma Rousseff: Por que que eu fui? Eu acho que porque, pelos mesmos motivos que levaram o presidente a me escolher como ministra-chefe da Casa Civil. Porque a ministra-chefe da Casa Civil é o cargo, do ponto de vista político-administrativo, mais importante do governo. Eu acho que esse contato diário que eu tive com o presidente, e que levou que nós estreitássemos… pessoas que trabalham muito tempo perto passam a se entender pelo olhar, né, você tem uma comunicação muito forte. Acho que o presidente confia em mim para que o nosso projeto de país seja um projeto bem sucedido, e essa confiança do presidente em mim faz com que esse desafio que eu tenho pela frente… eu vou honrá-lo, eu vou defender esse projeto, vou garantir que ele avance e isso que eu chamo de uma nova era que nós abrimos no governo Lula, eu vou garantir a continuidade.
O BRASIL EM 2010
Serra: Eu acho que o Brasil avançou muito nos últimos 25 anos. Nós afirmamos uma democracia de massas, com uma Constituição que pode ter os seus problemas, mas que enfatizou como nunca as liberdades civis e políticas. Conseguimos acabar com a superinflação, avançar no combate à pobreza, consolidar o SUS, a inclusão educacional e até retomar o crescimento econômico. Não foi um desempenho brilhante se você o comparar com o da Índia ou o da China, mas foi um desempenho razoável em relação ao dos países desenvolvidos. Agora, isso significa que as coisas estão resolvidas? Não. No que se refere ao crescimento, nós precisamos de infraestrutura. As carências nessa área são dramáticas e representam um gargalo para o nosso desenvolvimento. A essência do meu governo, como orientação para o Brasil, precisa ser a de oferecer uma maior abertura de oportunidades para a população. O povo brasileiro quer é ter oportunidade na vida: estudo, boa saúde, emprego para os jovens, acesso a bens culturais e de lazer. O que o povo brasileiro quer não é muito, é oportunidade.
Dilma: Sabe o que vai ser, vai ser o seguinte, vai ser um governo Lula avançado. Que é um governo Lula avançado? Quando nós começamos, nós começamos do nada. Não tinha projeto, o Brasil não tinha, há anos e anos que não planejava, e havia toda uma demanda também, seria muito grave uma situação do Brasil hoje se nós não tivéssemos feito os programas sociais que nós fizemos, muito grave, porque você teria uma parte muito importante da nossa população sem nenhuma perspectiva, sem futuro. Hoje, não, nós temos clareza de que a população brasileira, os mais pobres desse país têm expectativa de futuro e podem tê-la porque nós vamos cumprir essa expectativa, nós demos um início a isso. Nós trocamos o pneu do carro com ele andando. Eu não vou precisar de trocar o pneu do carro com ele andando. Se eu elencar uma porção de “se” para você, poderia ser feito mais no governo Lula: “se” a gente tivesse encontrado um projeto, nós não encontramos; “se” o Brasil tivesse uma experiência de crescimento, não tinha; Então, tem uma quantidade de “se” que não vale a pena a gente tratar.
PRESOS POLÍTICOS
Serra: Para mim, direitos humanos não são negociáveis. Não cultivemos ilusões: democracias não têm gente encarcerada ou condenada à forca por pensar diferente de quem está no governo. Democracias não têm operários morrendo por greve de fome quando discordam do regime.
Dilma: Compartilho da posição do presidente Lula não só sobre Cuba, mas sobre toda a política externa. Vocês não vão conseguir me tirar aqui uma crítica ao presidente Lula. Nem que a vaca tussa.
É isso. Vem muito mais por aí, mas a pergunta está posta desde já: qual dos dois o Brasil merece? Você decide.






Fonte: http://www.franklinjorge.com/blog/2010/04/21/serra-x-dilma/